segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Os segredos do desejo segundo Laura Muller

As pessoas querem descobrir como manter a chama do apetite sexual nos relacionamentos longos. Será que é possível?
Como fazer para sentir desejo pela mesma pessoa durante a vida inteira? Essa é uma das questões mais recorrentes que emergem nas palestras para homens e mulheres jovens e adultos que faço por todo canto do Brasil. As pessoas estão cada vez mais interessadas em descobrir os segredos para manter a chama do apetite sexual acesa nos relacionamentos de longa data. Será que isso é possível? Ou o desejo vai necessariamente migrar de alvo, à medida que a vida passa?
Para responder a este tipo de pergunta é preciso entender um pouco mais sobre os mecanismos do nosso apetite por sexo. Funciona mais ou menos assim: quando recebemos estímulos eróticos pelos órgãos do sentido (tato, olfato, visão, paladar e audição), uma mensagem de prazer é disparada imediatamente para todo o corpo, despertando o desejo sexual. A imaginação de uma fantasia excitante, ou de algo sensual já vivido, ou de outra cena sexual qualquer, pode igualmente disparar os sinais prazerosos para que surja o desejo.
A partir daí, se a pessoa dá asas à imaginação ou começa a se estimular com toques, beijos, abraços, o corpo todo entra em estado de excitação, momento em que as sensações prazerosas vão tomando conta da gente até que cheguem a um ponto de ápice. Atingir essa sensação de extremo prazer é chegar ao orgasmo, um clímax que promove uma série de contrações na região dos genitais e faz com que, nos homens, o sêmen seja lançado para fora do corpo, o que é a ejaculação. Nas mulheres, as mesmas contrações podem fazer com que um pouco do líquido lubrificante natural feminino seja liberado. Há quem relate que o líquido sai em pequenos jatos. Mas isso não é regra. Para algumas, não é expelido líquido nenhum nessa hora.
Depois disso, vem uma fase de profundo relaxamento, fechando o ciclo de prazer e finalizando a prática sexual. Esse é o jeito que costumamos funcionar na cama e isso vale para homens e mulheres de qualquer idade, de adolescentes a idosos.
Mas para quê estou falando disso tudo aqui? Para entendermos que o prazer sexual é uma sequência de reações do nosso corpo, que vão se encadeando naturalmente. Ou seja, há uma parte física em jogo nos mecanismos de prazer. Mas sexo não se resume a corpos que se movimentam. Há todo um emocional no comando dessa história.
E é aí que voltamos à questão inicial do desejo. Para sentir vontade de fazer sexo, o emocional da gente precisa estar em paz e aberto a isso. Tudo o que acontece fora da cama na vida de cada um de nós interfere positiva ou negativamente na nossa capacidade de sentir atração sexual e ter pique para a vivência do sexo. Isso vale para a vida como um todo e especialmente para a rotina a dois.
Por exemplo, pode ser fatal ao apetite sexual uma rotina que vai aos poucos impedindo a dupla de ficar mais tempo a sós para curtir o prazer da companhia um do outro, dar risadas e se divertir de um jeito só deles dois. Ou seja, manter um dia a dia em que as possibilidades de namorar o parceiro ou a parceira se tornam cada vez mais escassas consegue minar aos poucos o desejo e o prazer erótico.
Conflitos, inseguranças, mágoas e outras dificuldades cotidianas também podem surtir o mesmo efeito negativo. Qual a solução? A resposta mais imediata é: ficar de olho nisso tudo e aparar as arestas sempre que necessário. Claro que conseguir fazer isso não é nem de longe uma tarefa fácil. Pelo contrário! Requer esforço, dedicação, paciência, maturidade e vontade genuína e constante de investir na relação. Mas talvez esse seja um dos principais e mais poderosos segredos para manter o desejo em alta na vida a dois. Por muitos e muitos tempos. Fonte: Laura Muller
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